sábado, 16 de maio de 2026

Empresa espanhola Acciona vence leilão da Cagepa e levanta suspeitas de financiamento eleitoral para o governador Lucas Ribeiro.


 


A recente vitória da empresa espanhola Acciona no leilão da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) está no centro de um turbilhão de polêmicas. Informações de bastidores, divulgadas pela fonte, sugerem que a Acciona prometeu doações milionárias à campanha de reeleição do governador Lucas Ribeiro, caso fosse a vencedora do certame. O leilão, que prevê investimentos de R$ 25 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água em 85 municípios paraibanos, aconteceu em São Paulo com a presença do governador.


Para os funcionários da Cagepa, o resultado representa um “golpe de machado”, com a sensação de traição por parte do governador, que teria prometido não vender a companhia. Há o receio de que a população paraibana venha a pagar mais caro pelos serviços de água e esgoto. A Acciona, por sua vez, já é alvo de investigações em seu país de origem, a Espanha, por suspeitas de práticas ilícitas, o que aumenta a preocupação sobre sua idoneidade.


O processo de privatização disfarçada da Cagepa, iniciado no governo de João Azevêdo, mentor de Lucas Ribeiro, tem gerado fortes reações. A continuidade das  políticas de venda de patrimônio público para financiamento de campanhas eleitorais é criticada, com alegações de que milhões serão destinados às campanhas de Lucas Ribeiro para o governo e de João Azevêdo para o Senado. Conforme informações divulgadas, se a empresa Acciona de fato fizer doações financeiras ao governador, será um atentado à dignidade do povo paraibano.Política


Cícero Lucena Reage e Promete Cancelar Contrato com a Acciona


Em meio às controvérsias, o ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao governo, Cícero Lucena, manifestou sua preocupação com o conceito da empresa Acciona. Em um áudio divulgado, ele garantiu que, caso eleito, irá cancelar o contrato com a vencedora do leilão. Lucena citou notícias veiculadas na imprensa brasileira e espanhola que levantam dúvidas sobre as práticas da companhia.



A declaração de Cícero Lucena foi recebida com comemoração pelos funcionários da Cagepa e por parte da população paraibana. A oposição critica a forma como a venda da Cagepa está sendo conduzida, argumentando que a companhia, com recursos próprios e financiamentos bancários, poderia executar as obras de saneamento e expansão do abastecimento de água.


Funcionários da Cagepa Sentem-se Traídos e Denunciam Venda Camuflada


Servidores da Cagepa expressam profunda indignação e se sentem traídos pelo governador Lucas Ribeiro. Um funcionário, que prefere o anonimato por temer represálias, declarou que a venda de serviços que a companhia tem capacidade de executar é um golpe. A percepção geral entre os trabalhadores é de que o governo está promovendo uma “venda disfarçada” de um patrimônio público valioso.


A continuidade de políticas que visam a privatização de serviços essenciais é um ponto de forte crítica. A fonte aponta que o adiamento do leilão pelo governo anterior e a sua realização agora pelo atual demonstram uma articulação  política com interesses recíprocos, visando o financiamento de campanhas eleitorais através da venda de ativos do estado.


Comparação com São Paulo e Críticas à Gestão de Lucas Ribeiro


O texto compara a situação da Paraíba com o estado de São Paulo, onde a mesma empresa Acciona opera. É mencionado que o governo paulista iniciou investigações sobre a empresa, enquanto na Paraíba, o governador Lucas Ribeiro parece ignorar as evidências e as preocupações levantadas. A falta de confiança na Acciona é um ponto recorrente nas críticas.


A iniciativa do governador Lucas Ribeiro de iniciar a venda da Cagepa é vista como lamentável, especialmente considerando a história e o respeito que a companhia conquistou junto à sociedade paraibana. A fonte defende que a Cagepa possui capacidade para realizar as obras necessárias, utilizando seus próprios recursos e financiamentos, sem a necessidade de uma venda que levanta tantas suspeitas.



terça-feira, 14 de abril de 2026

REGIME LULA-STF...

 



Se for verdadeira — e a notícia relata justamente uma articulação conjunta entre LULA e ministros do STF para influenciar, de antemão, a composição e o resultado político de uma CPI no Senado — não se está diante de um fato “grave” apenas em sentido retórico, mas de um sintoma extremo de deterioração institucional. 


Os noticiários apontam que a troca de dois integrantes ocorreu pouco antes da sessão de votação, num contexto em que o relatório do senador Alessandro Vieira propunha o indiciamento de ministros do Supremo no caso Master. 

 

O que está em jogo aqui não é uma divergência política comum, nem uma articulação parlamentar banal. 


Se o Poder Executivo articula com o próprio Supremo Tribunal Federal para interferir, ainda que indiretamente, no destino de uma CPI que alcança ministros da Corte, a separação de Poderes já era e se trata de mera encenação. 


Não se trata mais de desvio pontual: trata-se da corrosão do próprio mecanismo de freios e contrapesos.


Quem não consegue perceber a monstruosidade institucional de uma articulação dessa natureza simplesmente não compreende o funcionamento mais elementar da República. 


É inacreditável: o órgão que deveria ser investigado ou preservado da contaminação política aparece no centro da operação destinada a neutralizar o resultado de uma investigação parlamentar.


É essa a "democracia"do regme Lula-PT-STF?


Não é normal. É democracia funcionando mal; é negação da democracia constitucional.


Não existe Estado Democrático de Direito onde investigação parlamentar possa ser domesticada por combinação entre Poderes que deveriam ser independentes. 


Há, isso sim, concentração indevida de poder, promiscuidade institucional e colapso da confiança pública e da confiança institucional 


Se alguém ainda não entendeu a gravidade disso, talvez já tenha naturalizado o inaceitável. 


O inaceitável se tornando normal fulmina o Estado de Direito.


Se dependermos do Congresso Nacional e do STF para termos um país sério, próspero e desenvolvido, estamos ferrados. 


A moralidade pública morreu e foi enterrada há muito tempo no Brasil. Aqui, o que vale é o dinheiro no bolso de muitos congressistas e o poder concentrado nas mãos do STF. 


E o povo? Ah, o povo que se exploda.

quinta-feira, 19 de março de 2026

O CARA QUE CONTROLA O PAÍS, TEM 35 ANOS E UM HISTÓRICO DE FRAUDES…

 




Hugo Motta. Republicanos. Paraíba. Eleito presidente da Câmara em fevereiro de 2025 com 444 votos. Aos 35 anos. O mais jovem presidente da Câmara desde a redemocratização. Apoio de Lula. Apoio de Lira. Apoio do PSD, PL, MDB, União Brasil, PT.


Todo mundo quis Hugo Motta.


E sabe por que? Porque Hugo Motta aprendeu cedo como funciona. Família de políticos da Paraíba. Avô paterno foi prefeito de Patos. Avô materno foi deputado estadual cinco vezes e deputado federal uma vez. Hugo foi eleito pela primeira vez aos 21 anos. Ainda cursava medicina. Transferiu o curso pra Brasília pra poder exercer o mandato. 4º mandato consecutivo. Na última eleição, foi o mais votado da Paraíba. 158 mil votos.



O presidente da Câmara dos Deputados recebeu R$ 1,2 milhão de campanha de duas empresas.

Odebrecht e Andrade Gutierrez.


As mesmas que ele deveria investigar na CPI da Petrobras.


Ele era o presidente da CPI.

Nenhum político foi indiciado.


Mas o que importa não é como chegou. É o que fez quando chegou. 


Fevereiro de 2015, CPI da Petrobras a Lava Jato estava no auge. O Brasil inteiro querendo respostas. Hugo Motta, aos 25 anos, é escolhido pra presidir a CPI na Câmara. Indicação do PMDB. O relator? Luiz Sérgio, do PT.


A CPI durou meses.

E o resultado?


Nenhum político indiciado. Dezenas de parlamentares investigados pela Justiça, pelo

MPF, por provas apontadas pela Procuradoria.

Nenhum apareceu no relatório final.O Congresso, mais uma vez, se protegeu.


E quem presidiu esse resultado? Hugo Motta. O mesmo que recebeu R$ 742 mil da Odebrecht e R$ 451 mil da Andrade Gutierrez na campanha de reeleição. 60% do financiamento dele veio das empresas investigadas pela CPI que ele presidia.


Mas espera…

Tem mais.


O Congresso em Foco publicou em 2015 que Hugo Motta pagou R$ 30 mil a uma empresa investigada pela PF antes de ser indicado pra presidir a CPI. Alvos de investigação da PF cercavam Hugo Motta. E mesmo assim, foi escolhido. Não por acaso. Justamente por isso.

O Centrão precisava de alguém que soubesse conduzir uma CPI sem resultados inconvenientes.


E Hugo entregou.

Avança pra 2020.


Hugo Motta libera no orçamento federal R$ 4,7 milhões em emendas pra recuperar uma avenida em Patos, Paraíba. Patos, a cidade governada pelo pai dele, Nabor Wanderley (Republicanos, mesmo partido). O dinheiro foi pra uma obra que somou R$ 6 milhões com aditivos.


A empresa que ganhou a licitação? Engelplan.


E aí entra a PF …


Abril de 2025. A PF deflagra a segunda fase da

Operação Outside. Alvo: fraude licitatória e desvio de recursos públicos em Patos.


A suspeita: a Engelplan reduziu o preço pra vencer a licitação e depois foi beneficiada com aditivos superfaturados.


O Ministério Público Federal apresentou 4 denúncias criminais e 3 ações cíveis.

Acusações: fraude de licitação,

superfaturamento, corrupção e improbidade.

A obra foi feita com emendas de Hugo Motta. Na cidade do pai dele. Oficialmente, pai e filho não são investigados.


Aqui começa a ficar absurdo…


E os sogros de Hugo Motta? Réus por fraude à licitação.


A imprensa nacional noticiou a elevação do patrimônio da família Motta e citou os sogros do presidente da Câmara como réus. De um lado, Hugo Motta declara ter 50% de um avião avaliado em R$ 100 mil ao TSE. O outro dono? A empresa Avpar Participações, que tem como sócio o deputado Aguinaldo Ribeiro. Hugo divide um avião com outro deputado do Centrão. E é esse o patrimônio declarado do presidente da Câmara. 


Agora vem o que conecta tudo.


Conversas de WhatsApp recuperadas pela PF no celular de Daniel Vorcaro - o banqueiro do Banco Master - mencionam reuniões envolvendo Hugo Motta. Também aparecem o senador Ciro Nogueira e o ministro, Alexandre de Moraes. Hugo Motta e Alcolumbre silenciaram sobre o futuro do caso Master no Congresso. Nenhuma CPI instalada. Nenhuma CPMI aprovada. O rombo de R$ 47 bilhões do Banco Master não tem investigação parlamentar. 


E quando o senador Renan Calheiros quis mover o caso, acusou Hugo Motta e Arthur Lira de terem chantageado o ministro Jhonatan de Jesus no TCU pra impedir a liquidação do Banco Master. Motta e Lira, os mesmos que colocaram Jhonatan no TCU.  Os mesmos que agora controlam o que o Congresso pode ou não investigar.


Mas tem um padrão aqui.


Então olha o que você tem.


Um político que começou aos 21, família de políticos. 4 mandatos consecutivos. Presidiu a CPI da Petrobras financiado pelas empresas investigadas. Resultado: zero políticos indiciados.

Emendas de R$ 6 milhões pra cidade governada pelo pai. PF investigando desvio na mesma obra. Sogros réus por fraude, mencionado em conversas apreendidas do banqueiro do Master. Silencia sobre CPI. Acusado de chantagem no

TCU. E hoje preside a Câmara com 444 votos de todos os partidos. 


Quem controla a mesa que investiga nunca será investigado. 


Hugo Motta tem 35 anos. No ritmo que anda, pode presidir a Câmara, virar senador, governador. O Centrão não escolhe quem grita mais. Escolhe quem entrega mais. Quem protege melhor. Quem incomoda menos. E Hugo Motta nunca incomodou ninguém. Exceto, talvez, quem esperava que a CPI da Petrobras tivesse resultado. 


Ele controla a pauta da Câmara.

A Câmara controla o que vira lei.


E a lei controla o que acontece com o seu dinheiro, a sua aposentadoria, o seu imposto.

O problema nunca foi falta de investigação. É quem decide se ela acontece. 


domingo, 15 de março de 2026

ESTÁ EXPLICADO — OU: ESTÁ(VA) TUDO E TODOS DOMINADOS; OU, AINDA: A DEMOCRACIA, O ESTADO DE DIREITO, A REPÚBLICA E A P0RRA TODA EM RUÍNAS



Ao ser sorteado como relator do inquérito do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 12 de fevereiro, o ministro André Mendonça revogou todas as decisões de seu antecessor no caso, Dias Toffoli, e devolveu aos agentes da Polícia Federal (PF) plenos poderes para investigarem o material apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, inclusive, eximindo-os de se reportarem aos seus chefes hierárquicos, entre eles, o diretor-geral Andrei Rodrigues.


Hoje, através de documentação enviada à CPMI do INSS pela PF, soube-se que Rodrigues participou de um evento financiado por Vorcaro, em abril de 2024, no George Club, em Londres, na Inglaterra.


A noite de "entretenimento" na capital inglesa contou com degustação do carésimo whisky The Macallan, um single malt escocês de luxo, e serviço gastronômico completo que custou ao ex-dono do Banco Master US$ 640.831,88, o que equivale a R$ 3,2 milhões, segundo um arquivo com documentos da organização do evento extraído de apenas um dos oito telefones de Vorcaro apreendidos e periciados pela PF —imaginem o que vem por aí.


Além de Rodrigues, o rega-bofe da confraternização da mais alta bandidagem tupiniquim em terras estrangeiras contou ainda com a presença dos ministros STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o ministro do STJ Benedito "missão dada, missa cumprida" Gonçalves, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta, dentre outras "autoridades".


É o fim da República.

segunda-feira, 9 de março de 2026

E agora XANDÃO ….





Eu realmente não consigo entender a surpresa de tanta gente.  diante das trocas de 'zápi' entre Vorcaro e o Imperador Torquemada de Moraes às vésperas da primeira prisão do banqueiro.

Aos surpreendidos, vale uma breve lembrança: Vorcaro contratou o Imperador por quase R$ 4 milhões por mês.

“Ah, mas o contrato não era com o Imperador, e sim com a Imperatriz”, dirão os mais inocentes. Certo, certo… A advogada que, por uma coincidência extraordinária, jamais redigiu uma única petição para o próprio Vorcaro. Está tudo perfeitamente explicado.

Vamos tentar enxergar a realidade como ela é. O Imperador prestava consultoria ao banqueiro, pela polpuda bagatela de R$ 4 milhões mensais. A Imperatriz funcionava apenas como um elegante instrumento de intermediação institucional, conferindo ao 'contratinho' uma aparência minimamente apresentável. Em outras palavras, uma laranja. 

Nessas condições, convenhamos, é absolutamente natural que o consultor seja diligente nas interações por zápi. Quem recebe R$ 4 milhões por mês costuma responder às mensagens do cliente com certa prontidão. Nada mais normal que o Imperador atendesse Vorcaro com presteza: tratava-se simplesmente de uma relação profissional muito bem paga. 

“Mas ele não é ministro do STF?”

Calma. Nas horas vagas ele assume seu papel de Torquemada, guardião da democracia, paladino da República e outras funções retóricas do cargo. Mas, ao que parece, o papel mais relevante nessa corte suprema tem sido o de operador de um sofisticado balcão de influência, atividade que ajuda a explicar o 'contratinho' de tamanha magnitude.

Diante desse dilema existencial, seja a fidelidade aos princípios constitucionais ou lealdade ao cliente contratante, Sua Majestade fez uma escolha compreensível. Afinal, o Estado lhe paga um salário de meros R$ 50 mil mensais, quantia que mal deve cobrir sua adega. Já Vorcaro, munido de grande visão empresarial, lhe oferecia 'módicos' R$ 4 milhões por mês.

É preciso compreender as circunstâncias. As preferências de nossa Majestade foram guiadas, ao que tudo indica, por uma simples lógica financeira.

Portanto, não sejam tão duros com o Imperador. No fim das contas, ele apenas estava trabalhando.

E, claro, nas horas vagas salvando a democracia.

Ps* contém ironias

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A desgraça que desfilou na Sapucaí foi abaixo…



Eu vi Brasil que é um país tão criativo querer  transformar qualquer coisa de samba em palco político. Eu vi o Carnaval, essa festa pagã virar laboratório político.

A ideia do ex condenado parecia simples: colocar o samba para dialogar com o povo. Nada mais democrático que a Sapucaí, certo? Errado. Porque quando a política decide desfilar, ela não vem fantasiada, vem armada de cálculo eleitoral.

O plano era bonito no papel: dinheiro publico gasto, homenagem aqui, narrativa ali, um carro alegórico bem iluminado, discursos diluídos no refrão do samba-enredo… e pronto. A avenida faria o serviço que às vezes nem a propaganda consegue fazer.

Só esqueceram um detalhe: o Brasil não é laboratório de marketing. É arquibancada crítica.

Quando colocaram a tal “família brasileira” dentro de uma lata de conserva, alguém deve ter achado genial. Metáfora moderna, provocativa, artística. O problema é que metáfora mal explicada vira munição. E o que era para ser alegoria virou meme. O que era para ser aproximação virou constrangimento.

Lá dentro do Planalto, imagino o silêncio constrangido depois do desfile. A bateria ainda ecoando na televisão e alguém murmurando: Talvez tenha sido… ousado demais.

Ousado é palavra delicada para erro estratégico.

Na política brasileira, nada é espontâneo. Até o improviso é ensaiado. E transformar a Sapucaí em extensão de palanque exige uma matemática fina. Desta vez, o cálculo errou feio. A bolha aplaudiu. Fora dela, a reação foi menos carnavalesca e mais indignada.

E então veio o clássico:

— Não interferimos.

— A escola tem autonomia.

Frases que soam como pedido de desculpa embrulhado em nota oficial.

No fim, a festa que deveria simbolizar diálogo virou desgaste. O desfile que prometia aplausos virou combustível para adversários. A avenida, que sempre termina em dispersão, desta vez parece ter terminado em ressaca política.

Lula ex presidiário sambou, Flávio Dino rocambole sambou, Janja apanhou… o Carnaval passou. A bateria silenciou. As fantasias foram guardadas. A estátua do Lula caiu e a cabeça se separou do corpo. 

Mas a conta ficou.

E talvez a maior lição seja essa:

na Sapucaí, quem entra achando que controla o espetáculo costuma descobrir, tarde demais, que o público está aprendendo a votar e a gritar:  hei Lula vá  …. 

E para acrescentar o insulto à injúria, o samba-enredo se presta a piadas de 5a série: "Do alto do Mulungu, Lula tomou caju". É, nada deu certo para painho.





sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

O INTOCÁVEL…

 

Em qualquer democracia de quinta categoria, Alexandre de Moraes já teria sido afastado do cargo e colocado sob investigação formal. Não por clamor popular, nem por pressão política, mas por algo muito mais simples: o respeito mínimo às regras que sustentam a credibilidade de um Judiciário. Quando essas regras são atropeladas, o cargo perde legitimidade.


A sucessão de revelações envolvendo o Banco Master não deixa espaço para dúvida razoável. Vínculos familiares diretos, honorários milionários, atuação da esposa do ministro em ações sensíveis ligadas ao Banco Central do Brasil e, por fim, a informação de que o próprio ministro teria procurado a presidência do BC para tratar de interesses do banco. Isoladamente, cada fato já seria grave. Em conjunto, formam um quadro que em qualquer país sério seria classificado como conflito de interesses escancarado.


O problema não é provar culpa criminal em manchete. O problema é que nenhuma instituição sobrevive quando quem julga parece agir como parte interessada. A democracia não exige apenas legalidade formal, exige aparência de imparcialidade. E essa aparência foi destruída. Quando um ministro do Supremo cruza essa linha e nada acontece, o recado é devastador: existem cidadãos comuns e existem intocáveis.


Mais grave ainda é o silêncio cúmplice do Senado Federal. O Senado não é espectador desse processo. É o órgão constitucionalmente encarregado de fiscalizar ministros do STF. Ao se calar, não demonstra prudência, mas submissão institucional. O medo de enfrentar o poder fala mais alto do que o dever de proteger a República.


O Brasil não vive uma crise de informação. Vive uma crise de caráter institucional. As denúncias estão aí, os fatos se acumulam, mas a engrenagem do poder escolhe fingir que não vê. Quando até o óbvio é tratado como irrelevante, a democracia deixa de ser um sistema de regras e passa a ser apenas um discurso conveniente.