A rejeição da convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por 19 votos a 12, é a prova escancarada de que a CPMI do INSS virou um muro de proteção política, não um instrumento de investigação. Os governistas simplesmente enterraram qualquer chance de esclarecer denúncias gravíssimas envolvendo repasses suspeitos, contadores ligados ao PCC e uma teia de pagamentos que coincide exatamente com o período do esquema que sangrou aposentados e pensionistas.
Enquanto aposentados pagam o preço de fraudes bilionárias, o filho do presidente — que hoje vive confortavelmente na Espanha — é blindado de qualquer questionamento. A mensagem é clara e revoltante: para o cidadão comum, CPI. Para Lulinha, proteção total.
O pedido de convocação se baseava em fatos graves:
• repasses de R$ 120 mil envolvendo um dirigente do PT;
• contador da família recebendo dinheiro de empresa suspeita;
• esse mesmo contador investigado por lavar dinheiro para o PCC;
• coincidências temporais que qualquer CPI séria consideraria explosivas.
Mas nada disso importa quando o objetivo real é proteger o clã presidencial a qualquer custo. A CPI se ajoelha. O governo agradece. O Brasil perde. É um tapa na cara da transparência, da moralidade pública e de todos que dependem do INSS — justamente o público que foi vítima do esquema. O presidente não só mantém silêncio constrangedor como também permite a blindagem política do próprio filho, que vive no exterior enquanto o país enfrenta o maior rombo da Previdência em décadas.
A sensação é de impunidade familiar, de um governo que exige sacrifício do povo, mas protege seus próprios interesses. Se as denúncias forem confirmadas, não é “caso isolado”: é um golpe direto na moralidade pública, um tapa na cara de quem depende do INSS e trabalha honestamente.
Um governo que se diz defensor dos pobres, mas permite que o filho receba fortuna de um esquema que sangra a Previdência, perde qualquer autoridade
