domingo, 17 de maio de 2026

Projeto Político Lucas Ribeiro, João Azevedo e Nabor Wanderley: Críticas e Reações à Venda da Cagepa na Paraíba…





O eleitor paraibano está atento às movimentações políticas que antecedem as eleições de outubro. A chamada chapa oficial, composta pelo governador Lucas Ribeiro (PP), o ex-governador João Azevedo (PSB) e o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), tem sido alvo de intensas discussões. O grupo é descrito por críticos como um "Projeto de Poder" que prioriza interesses particulares em detrimento da ética e da moral pública.

A figura do governador Lucas Ribeiro, apesar de sua imagem pública, tem sido associada a decisões controversas. A mais recente delas é o leilão da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa), realizado em São Paulo, com pouca publicidade. A empresa espanhola Acciona, que responde a processos por suspeitas de corrupção em licitações, saiu vitoriosa no certame.

Este leilão, avaliado em R$ 3 bilhões para 25 anos de serviços de esgotamento sanitário e expansão da rede de abastecimento d'água, é visto por opositores como um golpe contra a empresa paraibana, seus funcionários e a própria sociedade. Há especulações de que a Acciona realizará doações milionárias para as campanhas eleitorais do trio Lucas Ribeiro, João Azevedo e Nabor Wanderley, além das campanhas de reeleição dos deputados federais Agnaldo Ribeiro e Hugo Motta, figuras importantes nos bastidores políticos.

A oposição não demorou a reagir. O ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), condenou o leilão, acusando o governador Lucas Ribeiro de iniciar uma privatização disfarçada da Cagepa. Cícero assegurou que, caso eleito governador, buscará cancelar o contrato. O senador Veneziano Vital (MDB) também se posicionou contrário à empreitada do governo estadual.

O deputado federal Messinho Lucena demonstrou indignação em vídeo divulgado nas redes sociais, questionando a conduta do processo e apontando para prováveis condutas criminosas devido à falta de publicidade adequada do leilão. Há expectativa de interpelações judiciais sobre o caso.

Críticas à Privatização da Cagepa e Suspeitas de Financiamento de Campanha

O leilão da Cagepa, com um orçamento bilionário de R$ 3 bilhões, levanta sérias preocupações sobre o custo final para os paraibanos ao longo dos 25 anos de contrato. A empresa Acciona, vencedora do certame, enfrenta suspeitas de corrupção em licitações públicas, o que intensifica o debate sobre a transparência do processo.

As especulações de que a Acciona fará doações milionárias para as campanhas eleitorais do grupo político liderado por Lucas Ribeiro, João Azevedo e Nabor Wanderley ganham força nos bastidores. Essa prática, comum em relações entre empresas beneficiadas por contratos públicos e a classe política, levanta bandeiras vermelhas sobre a influência do poder econômico nas eleições.

Reação Política e Questionamentos sobre a Transparência do Leilão

A oposição tem sido vocal na crítica ao leilão da Cagepa. Cícero Lucena, pré-candidato ao governo, prometeu cancelar o contrato se eleito, acusando o atual governador de privatizar a empresa de forma velada. O senador Veneziano Vital e o deputado federal Messinho Lucena também expressaram forte contrariedade, questionando a legalidade e a transparência do processo.

Messinho Lucena, em especial, destacou a falta de publicidade do certame, indicando possíveis irregularidades que podem configurar condutas criminosas. A possibilidade de interpelação judicial sugere que as controvérsias em torno do leilão da Cagepa estão longe de acabar.

Campanha Eleitoral Cara e o Papel do Dinheiro Público

A atual campanha eleitoral na Paraíba é apontada como a mais cara da história do estado. Milhões de reais estariam sendo investidos no "Projeto de Poder" de Lucas Ribeiro, João Azevedo e Nabor Wanderley, além das campanhas de seus aliados. A preocupação é que dinheiro público esteja sendo utilizado para seduzir e cooptar eleitores de forma criminosa.

João Azevedo é acusado de ter entregue o governo a "profissionais da política", com os deputados Agnaldo Ribeiro e Hugo Motta atuando como "maestros" do processo. Apesar da força financeira empregada, Lucas Ribeiro estaria perdendo terreno para Cícero Lucena nas pesquisas eleitorais. João Azevedo enfrenta um declínio em sua candidatura ao Senado, e Nabor Wanderley, apesar dos altos gastos, permanece em último lugar nas pesquisas.

O Eleitor Paraibano e a Busca pela Consciência Cívica

A origem do vasto montante de dinheiro investido nas campanhas é um ponto crucial para o eleitor atento. A compra de prefeitos e lideranças políticas não garante a compra do voto popular. O povo paraibano demonstra estar cada vez mais consciente das práticas de certos políticos.

Lucas Ribeiro, sob a orientação de seu tio, o deputado Agnaldo Ribeiro, parece ter aprendido rapidamente a lição de buscar a reeleição a todo custo. A venda da Cagepa, com a suposta promessa de doações financeiras para sua campanha, é vista como um meio para atingir esse fim. Caso seja comprovado que a Acciona realizou doações, mesmo que por interpostas pessoas, o escândalo seria imenso.

Embora Lucas Ribeiro tenha o direito à dúvida, o profissionalismo de seus assessores levanta mais certezas do que dúvidas sobre as intenções. Diante desse cenário, a consciência cívica do povo paraibano é chamada a reagir contra práticas que comprometem a democracia e o bem-estar da população.