A recente vitória da empresa espanhola Acciona no leilão da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) está no centro de um turbilhão de polêmicas. Informações de bastidores, divulgadas pela fonte, sugerem que a Acciona prometeu doações milionárias à campanha de reeleição do governador Lucas Ribeiro, caso fosse a vencedora do certame. O leilão, que prevê investimentos de R$ 25 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água em 85 municípios paraibanos, aconteceu em São Paulo com a presença do governador.
Para os funcionários da Cagepa, o resultado representa um “golpe de machado”, com a sensação de traição por parte do governador, que teria prometido não vender a companhia. Há o receio de que a população paraibana venha a pagar mais caro pelos serviços de água e esgoto. A Acciona, por sua vez, já é alvo de investigações em seu país de origem, a Espanha, por suspeitas de práticas ilícitas, o que aumenta a preocupação sobre sua idoneidade.
O processo de privatização disfarçada da Cagepa, iniciado no governo de João Azevêdo, mentor de Lucas Ribeiro, tem gerado fortes reações. A continuidade das políticas de venda de patrimônio público para financiamento de campanhas eleitorais é criticada, com alegações de que milhões serão destinados às campanhas de Lucas Ribeiro para o governo e de João Azevêdo para o Senado. Conforme informações divulgadas, se a empresa Acciona de fato fizer doações financeiras ao governador, será um atentado à dignidade do povo paraibano.Política
Cícero Lucena Reage e Promete Cancelar Contrato com a Acciona
Em meio às controvérsias, o ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao governo, Cícero Lucena, manifestou sua preocupação com o conceito da empresa Acciona. Em um áudio divulgado, ele garantiu que, caso eleito, irá cancelar o contrato com a vencedora do leilão. Lucena citou notícias veiculadas na imprensa brasileira e espanhola que levantam dúvidas sobre as práticas da companhia.
A declaração de Cícero Lucena foi recebida com comemoração pelos funcionários da Cagepa e por parte da população paraibana. A oposição critica a forma como a venda da Cagepa está sendo conduzida, argumentando que a companhia, com recursos próprios e financiamentos bancários, poderia executar as obras de saneamento e expansão do abastecimento de água.
Funcionários da Cagepa Sentem-se Traídos e Denunciam Venda Camuflada
Servidores da Cagepa expressam profunda indignação e se sentem traídos pelo governador Lucas Ribeiro. Um funcionário, que prefere o anonimato por temer represálias, declarou que a venda de serviços que a companhia tem capacidade de executar é um golpe. A percepção geral entre os trabalhadores é de que o governo está promovendo uma “venda disfarçada” de um patrimônio público valioso.
A continuidade de políticas que visam a privatização de serviços essenciais é um ponto de forte crítica. A fonte aponta que o adiamento do leilão pelo governo anterior e a sua realização agora pelo atual demonstram uma articulação política com interesses recíprocos, visando o financiamento de campanhas eleitorais através da venda de ativos do estado.
Comparação com São Paulo e Críticas à Gestão de Lucas Ribeiro
O texto compara a situação da Paraíba com o estado de São Paulo, onde a mesma empresa Acciona opera. É mencionado que o governo paulista iniciou investigações sobre a empresa, enquanto na Paraíba, o governador Lucas Ribeiro parece ignorar as evidências e as preocupações levantadas. A falta de confiança na Acciona é um ponto recorrente nas críticas.
A iniciativa do governador Lucas Ribeiro de iniciar a venda da Cagepa é vista como lamentável, especialmente considerando a história e o respeito que a companhia conquistou junto à sociedade paraibana. A fonte defende que a Cagepa possui capacidade para realizar as obras necessárias, utilizando seus próprios recursos e financiamentos, sem a necessidade de uma venda que levanta tantas suspeitas.
Fonte: Marcelo Negreiros
