segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

6 LONGOS ANOS DE IMPUNIDADE - QUEM MANDOU MATAR O CASAL GUILHERME ALVES E THAYZA KELLY?


 


Em 7 de janeiro de 2018 (domingo), ao entardecer entre as cidades de São Mamede e Santa Luzia, criminosos, à espreita, aguardavam o momento certo para ceifar as vidas do jovem casal Guilherme Alves e Thayza Kelly. Quem os mandou matar? Há seis anos, a inércia das autoridades competentes - Polícia Civil e Ministério Público - não permite uma resposta. A indignação é generalizada! Familiares e a sociedade cobram respostas, indagando sobre os responsáveis por tão grande tragédia. Investigações foram feitas, mas até a presente data, encontram-se adormecidas, sem uma resolução conclusiva.


O duplo homicídio não é de difícil esclarecimento! Guilherme Alves e Thayza Kelly eram pessoas comuns, sem envolvimento em práticas que desabonassem suas respectivas condutas sociais. Simples cidadãos que, ao se apaixonarem, possivelmente cravaram seus destinos. Guilherme Alves separou-se de sua esposa, Sra. Fátima Gomes, para viver um novo amor. Seria esta a causa? Há quem duvide, pois testemunhos já em posse das autoridades judiciais narram outra história. Diversas linhas de investigações foram traçadas, mas até o presente momento, nada de concreto resultou em termos de esclarecimento do assassinato do jovem casal.


Outras linhas de investigações foram lançadas pelas autoridades competentes com vista ao entendimento da motivação do hediondo crime. Há quem diga que o crime seria para Guilherme, e Thayza teria sido vítima por estar em sua companhia. Se prevalecer esse entendimento, inclusive depoimentos bombásticos já em posse da Justiça revelam as causas que motivaram o possível mandante a decidir pelo duplo assassinato das respectivas vítimas.


É sabido que ocorreu uma acalorada discussão entre Guilherme Alves e o atual prefeito da cidade de São José de Espinharas, Neto Gomes. Essa discussão, que quase chegou a vias de fato, poderia ser o fator decisivo que culminou com as mortes? Guilherme Alves exercia a função de Secretário de Finanças do mencionado município, sendo, portanto, homem de absoluta confiança do prefeito. Na discussão, segundo relatos, Guilherme Alves teria sido informado pelo edil que seria exonerado do cargo, sem maiores explicações! A abrupta informação, segundo ainda relato da Testemunha Bombástica, levou Guilherme a ameaçar com revelações que supostamente comprometiam a conduta administrativa do prefeito, Neto Gomes. Guilherme Alves era, até então, casado com a Sra. Fátima Gomes, irmã do prefeito, portanto, cunhado. Como Guilherme rompeu relações com ela, a relação ficou praticamente impossível de se manter, tendo em vista que o romance de Guilherme Alves e Thayza Kelly gerou desconforto e indignação dentro do núcleo familiar. Ilações ou não, essas informações, aparentemente, constituem, no contexto geral, linhas de investigações que tanto podem esclarecer a motivação para o duplo homicídio quanto inocentar as suspeitas que pairam sobre o prefeito, Neto Gomes.


O advogado criminalista Cecilho Ramalho, que atua na causa, procurado por nossa reportagem, alegou que não pode fazer maiores esclarecimentos sobre o caso, em face do processo encontrar-se em segredo de justiça! Mas demonstrou confiança na elucidação do duplo homicídio. Ele ressaltou a competência e responsabilidade das autoridades em responder às expectativas reinantes por parte dos familiares e da sociedade em geral.


Há quem defenda a federalização das investigações! Significando dizer que a competência de investigar o caso passaria para o Ministério da Justiça, que por sua vez, designaria a Polícia Federal para assumir as investigações! Se isso vier a acontecer, será um atestado de incompetência da Polícia Civil Paraibana.


O fato requer atenção! Não se pode silenciar diante de tamanha monstruosidade cometida contra o casal Guilherme Alves e Thayza Kelly! A impunidade não pode e nem deve prevalecer! Mandantes e executores precisam responder! A impunidade gera um estado de insegurança! Outras vidas podem estar sendo vítimas desses criminosos da pistolagem! O duplo homicídio interessou a alguém! Se o crime foi passional ou político, não importa! A importância é chegar aos autores! Esclarecer em definitivo! Não há força maior do que a lei! Poder político e econômico, de alguns, supostamente envolvidos, não podem ficar acima do Estado! As autoridades certamente darão um desfecho final! Doa a quem doer, mas a verdade prevalecerá.


Alguns não podem gritar, se manifestar! Ameaças e intimidações reinam neste rumoroso caso! Sem temer qualquer ameaça ou intimidação, estamos procurando cumprir com a nossa obrigação jornalística! Cobrar, denunciar, comentar são características da nossa atuação! A verdade, sempre.